Os mercados ficaram relativamente estáveis, permanecendo muito próximos de suas máximas históricas, mas sem a tração necessária para superá-las com convicção. Após o repique dos dias anteriores, que deixou o S&P 500 a um passo de novos recordes, o apetite por risco entrou em pausa antes da reunião do Federal Reserve da próxima semana. O Bitcoin interrompeu sua recuperação, os títulos recuaram e a renda variável americana fechou com perdas marginais — reflexo de um mercado que já internalizou boa parte da guinada expansionista do Fed, mas prefere aguardar o PCE subjacente de setembro, também atrasado, que economistas projetam marcar seu terceiro mês consecutivo em 0,2%.
No mercado de trabalho, os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram ao menor nível em mais de três anos, embora analistas apontem que o dado está distorcido pelo feriado de Ação de Graças e não altera a leitura de um mercado que esfria gradualmente, sem sinais de deterioração abrupta. Os anúncios de demissões da Challenger também recuaram após o salto de outubro, mas seguiram elevados para um novembro. Esses sinais mistos — desaceleração, mas sem ruptura — reforçam a percepção de que o Fed ainda tem espaço para um corte moderado. A instituição, além disso, chegará à reunião sem o relatório oficial de emprego de novembro, adiado para 16 de dezembro devido ao fechamento parcial do governo, aumentando a dependência de indicadores mais voláteis e incompletos.
Na renda variável, a narrativa dominante permanece: o mercado continua apostando em um “pouso suave”, em uma política monetária mais expansiva e em uma futura recuperação dos lucros corporativos. A Meta avançou cerca de 3% após relatos de cortes orçamentários em sua divisão de metaverso, enquanto o índice de small caps subiu aproximadamente 1%, reforçando a ideia de rotação para segmentos mais atrasados em um ambiente no qual as probabilidades de um corte em dezembro permanecem sólidas. Para muitos estrategistas, a dúvida é se o movimento do Fed poderia desencadear o clássico “rali de Natal”. Por ora, o tom segue construtivo, ainda que com mais cautela conforme os índices se aproximam de suas máximas do ano.
Na renda fixa, as taxas do Treasury americano de 10 anos subiram cerca de 4 pb, para 4,1%, refletindo realização de lucros após a forte queda de novembro. Ainda assim, o cenário continua favorável para títulos de alta qualidade, cuja trajetória deve ser sustentada por um ciclo de cortes que pode se estender até 2026, desde que a economia mantenha crescimento moderado e a inflação se estabilize em torno de 3%.
No conjunto — com dados trabalhistas sinalizando tendências cruzadas, inflação persistente, porém contida, e um Fed incomumente dividido — o mercado mantém a aposta em um corte, mas evita antecipar o desfecho do rali de fim de ano sem um sinal mais claro. O apetite por risco segue apoiado pelas expectativas de juros mais baixos e por uma rotação para empresas de menor capitalização, embora com o alerta de que, se as megacaps tecnológicas apresentarem deterioração significativa, toda a estrutura do rali pode ser colocada à prova.
Hoje o mercado estará atento à divulgação do PCE (Personal Consumption Expenditure) referente a setembro — um dado que, apesar do atraso causado pelo fechamento parcial do governo, segue relevante por ser uma das métricas preferidas do Fed para monitorar a inflação. Os analistas estimam avanço mensal de 0,2% nas leituras subjacentes, que excluem alimentos e energia; em termos anualizados, o indicador registraria um aumento de 2,8%.
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